OPERAÇÃO VASSALOS: VEJA CONEXÕES DA FAMÍLIA COELHO COM ESQUEMA DE DESVIOS DE EMENDAS, FRAUDES EM LICITAÇÕES E LAVAGEM DE DINHEIRO

sexta, 27 de fevereiro de 2026

 

A Operação Vassalos, que tem entre os alvos o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e os Filhos Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, e Fernando Filho, deputado federal, ambos do União Brasil, apura um suposto esquema criminoso de desvios de emendas parlamentares.

 

A petição do Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou os 42 mandados de busca e apreensão.

 

Entre os locais das apreensões na Quarta Feira (25), estão uma empreiteira e numa concessionária ligadas a Fernando Bezerra Coelho e seus Filhos e a sede da Prefeitura de Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

 

Segundo a Polícia Federal, o núcleo político investigado enviou recursos de emendas e Termos de Execução Descentralizada (TEDs) ao Município e à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

 

A investigação também apontou que parte dos valores direcionados ao Município foi usada para custear contratos com a Liga Engenharia Ltda.

 

Essa empresa, de acordo com a Polícia Federal, é a principal beneficiária dos repasses após ser contratada para prestar serviços de pavimentação em Petrolina a partir de 2017, início da gestão de Miguel Coelho como Prefeito.

 

A defesa de Fernando Bezerra Coelho disse que não obteve acesso integral aos autos e afirmou que todos os recursos de emendas parlamentares foram "corretamente destinados". Já Fernando Filho e Miguel Coelho afirmaram que alguns fatos investigados pela operação da Polícia Federal, já foram arquivados pelo STF.

 

Segundo a investigação, emendas parlamentares e TEDs liberados por Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho eram direcionados à Prefeitura de Petrolina e à Codevasf e depois transferidos à empresa Liga Engenharia, através de contratos.

 

Após essa etapa, havia o pagamento de vantagens indevidas e ocultação patrimonial por meio de saques em espécie, triangulações e uso de empresas ligadas à Família.

 

A fiscalizações da Controladoria Regional da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) citadas na petição apontam falhas graves e concentração de obras na Cidade, com qualidade questionada e procedimentos licitatórios que favoreceram a Liga.

 

Mensagens e despachos mostram ingerência política para nomear e operar a 3ª Superintendência, em Petrolina, e a direção nacional.

 

A investigação aponta prestação de contas frequente dos gestores a Fernando Bezerra Coelho.

 

Números levantados nos autos

  • R$ 198,8 milhões em convênios para pavimentação firmados por Petrolina;

  • Destes, R$ 120,1 milhões foram destinados a partir de emendas e TEDs atribuídos a Fernando Bezerra e Fernando Filho;

  • R$ 190,5 milhões em empenhos do Município pagos à Liga Engenharia desde 2017;

  • R$ 94,7 milhões em recursos federais mapeados direcionados à Liga (R$ 68,5 milhões confirmados com origem de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho; R$ 26,2 milhões com alta probabilidade da mesma origem);

  • R$ 55,1 milhões pagos à Liga apenas em 2024, quando virou a maior fornecedora do Município;

  • R$ 5,5 milhões em 15 aportes para uma empresa que tem como única sócia a Esposa de Fernando Filho.

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